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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Como transportar uma árvore?

Mäyjo, 22.01.17

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EMPRESA AUSTRALIANA CRIA ENGENHO QUE RECOLOCA ÁRVORES SEM AS MATAR

A empresa ArborCo, sediada na cidade de Melbourne, a sul da Austrália, que se especializa no tratamento e transplantação de árvores, criou recentemente um engenho que recoloca árvores sem as matar.

 

Em associação com a VicRoads – empresa do estado australiano de Victoria que planeia, desenvolve e administra a rede de estradas -, a ArborCo começou a transplantar árvores como parte de obras entre duas estradas em Berwick, um subúrbio da cidade de Melbourne.

Para tal, a ArborCo utiliza um camião com equipamento especial para cavar e retirar árvores sem danificar as suas raízes, para depois as transportar de forma segura para o seu novo local. De forma rápida e eficaz, e sem agredir o ambiente, tudo fica resolvido.

Este tipo de maquinaria é capaz de evitar o corte de muitas árvores, que muitas vezes acabam por ser derrubadas para a realização de obras devido à impossibilidade de serem transportadas para novos locais.

O transplante de árvores é realizado quando as árvores maduras crescem e ficam inadequadas no local em que estão. A ArborCo transplanta as árvores de todas as idades e tamanhos, podendo também adquirir árvores maduras para novas funcionalidades ou paisagismo.

A equipa da ArborCo realiza todos os aspectos das operações de transplante de árvores maduras, o que requer conhecimento especializado em arboricultura, bem como experiência, habilidade e equipamentos que poucas pessoas possuem.

 

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS VÃO ATROFIAR CRESCIMENTO DAS ÁRVORES

Mäyjo, 31.12.15

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Sequóias gigantes com mais de 50 metros no futuro? Não, não será possível. De acordo com um novo estudo, as florestas mundiais vão ser deixar de ser tão imponentes no futuro devido às alterações climáticas.

O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, indica que as próximas gerações de árvores de grande porte não vão conseguir atingir as proporções das congéneres actuais. De acordo com a investigação, escreve o Inhabitat, a diminuição da neve que cai durante o inverno e as temperaturas mais quentes – que diminuem os recursos de água disponíveis durante o verão – estão entre as principais causas que vão influenciar o crescimento das árvores.

Paras o estudo, os investigadores analisaram cerca de 11.900.000 quilómetros quadrados de floresta californiana – um dos locais com as árvores de maior porte do planeta. Para estimar o stress hídrico, os investigadores recorreram a modelos computacionais para calcular a quantidade de água que as árvores estavam a receber e quantidade real que necessitavam, tendo em conta factores como a precipitação, temperatura do ar, humidade do solo e derretimento da neve.

Entre outros fatores que vão contribuir para um crescimento mais pequeno das árvores está o abate das atuais árvores de grande porte, a desflorestação e os esforços de supressão dos fogos.

Foto: Repp1 / Creative Commons

ÁRVORES “GRITAM” QUANDO FICAM SEM ÁGUA DISPONÍVEL

Mäyjo, 27.09.15

Árvores “gritam” quando ficam sem água disponível

Se uma árvore cair numa floresta, sem ninguém por perto, é emitido algum som? De acordo com uma investigação de cientistas franceses, as árvores que estão a perecer emitem ruídos que indicam a sua morte eminente antes de caírem.

Investigadores da Universidade de Grenoble conduziram vários testes laboratoriais que indicaram que quando as árvores sofrem de seca prolongada – o que começa a provocar a sua morte – emitem estalidos ultra-sónicos, que são 100 vezes mais rápidos que os sons que o ouvido humano consegue ouvir.

Nas experiências os cientistas utilizaram lascas de pinheiro morto embebido em hidrogel para simular uma árvore viva. Posteriormente, expuseram o gel a um ambiente artificialmente seco e registaram os ruídos causados por bolhas de ar que se acumularam, o que simula as condições que uma árvore enfrenta durante uma seca.

Segundo Philippe Marmottant, investigador principal do estudo, esta metodologia ajuda a acelerar o processo de desidratação e permite aos cientistas estudar o fenómeno mais rapidamente. “Podemos acompanhar a articulação das bolhas e o que descobrimos é que a maioria dos sons que foram registados está ligada às bolhas”, indicou o investigador ao Inhabitat. “Digo maioria dos sons porque pode haver outras causas para os sons como rachas na madeira ou insectos. Mas a maioria dos sons que ocorrem durante as cavitações são devido a estas bolhas”.

Agora que o fenómeno foi descoberto os investigadores estão a trabalhar em equipamento para que seja possível ao ouvido humano ouvir os sons das árvores.

Foto: Moyan_Brenn / Creative Commons

Uma igreja feita com árvores vivas

Mäyjo, 08.07.15

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JAPÃO: EXCESSO DE ÁRVORES ESTÁ A PREJUDICAR O AMBIENTE

Mäyjo, 08.07.15

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Podem as árvores causar poluição? A resposta curta é sim. Pode parecer contraditório que as árvores possam ser uma fonte de poluição quando absorvem o dióxido de carbono mas, quando as florestas não são bem geridas, o excesso de árvores pode causar poluição por nutrientes.

É isto que se está a passar no Japão, onde as florestas de cedros e ciprestes, que não são cuidadas ou são mal geridas, estão a lançar grandes quantidades de nitrogénio para os cursos de água locais, provocando um florescimento nefasto de algas.

Mas a culpa não é das árvores, mas sim da sua má gestão. Muitas árvores são plantadas de forma massiva e para fins comerciais. Esta prática de plantação massiva iniciou-se há meio século, numa altura em que a procura de madeira no Japão era elevada. Porém, por várias razões, as empresas nipónicas começaram pouco tempo depois a importar a madeira que necessitavam.

A mudança de paradigma no mercado deixou um rasto excessivo de plantações de árvores, que agora estão a causar problemas às restantes formas de vida selvagem. As árvores mais velhas necessitam de menos nutrientes que as mais novas, que crescem mais rápido. Porém, quase não nascem novas árvores nestes locais, porque as velhas que foram plantadas de forma densa ocuparam todo o espaço disponível e impedem que a luz solar chegue às árvores mais novas, escreve o Discovery News.

Como consequência, existe nestes locais uma elevada concentração de nitrogénio, que é expelida pelas árvores mais velhas que não necessitam dele, mas não existem árvores mais novas para o absorver. Assim, este nitrogénio tende a infiltrar-se nos cursos de água das proximidades, propiciando o florescimento de algas marinhas. Na presença de nutrientes, as algas começam a crescer de forma desenfreada, tornando-se problemáticas para as outras formas de vida marinhas, já que absorvem o oxigénio da água, num processo conhecido como eutrofização.

Foto: Artem Golfinger / Creative Commons